STUDIO CITY - CALIFORNIA - SERRA da CANTAREIRA - BRASIL
IN / welcome
pode entrar
-deixe seu recado-w🇧🇷
aqui-
e por favor, controlem as crianças / nada de gritaria.
All art seen here is sole property of the Artist and Registered. All Art is Protected by International Copyright Laws.
Flamenco!
Paulo Fabbri
Oil on Canvas.
90 X 60 inches (2.28 meters X 1.70 meters).
Available in Giclee Print, in multiple sizes. Signed by the Artist*
Series 06
Mixed Media on Paper
2022/23
FLIPERAMA
One world within reach. -- minutes on a plane and the sights invigorate
A Ultima Festa
Paulo Fabbri
2026
Sabia que a famosa cordinha na calçada for criada no Studio 54; exatamente por causa do ambiente na rua 54 West, que era beeem barra pesada. O dono mais visível de lá foi o Steve Rubell, por razoes que veremos a seguir, mas foi Ian Schrager, seu único sócio, que teve a idea deste obstáculo de veludo, que hoje é universalmente usado mundo afora. Se você for lá hoje em dia, e olhar o hall de entrada, visível mesmo quando a porta de vidro está fechada, vai entender porque o veludo. Aquile prédio foi um teatro imponente desde 1924 e Ian e Steve queriam e conseguiram impor um dress code (traje obrigatorio) que lembrasse a época das cartolas e casacos de mink. Smoking completo era comum, elas com haute couture, era esse nível. Acontece que a área já não via trajes finos nos idos de 1977 depois do anoitecer, já ouviu falar em hookers? Exatamente ali, segundo a lenda era o ponto delas, antes da ecatombe 54.
O sócio invisível, Ian Schrager, hoje comanda uma rede de hotéis bacanérrimos, o Edition, que é um Studio 54 atualizado para os dias de hoje. Eu conheço o de WeHo bem, luxo total, tudo super exclusivo, ar sofisticado e com bares tão cool quanto a discoteca. No dia da batida que os federais deram lá, ele chega vindo de algum lugar com uns cadernos de baixo do braço; quando estendeu a mão pra cumprimentar o agente acabou pondo os cadernos em cima de uma mesa. Daí ele se arrependeu, porque agora os cadernos estando dentro da propriedade podiam ser revistados. E de cara acharam uns papelotes de cocaina escondidos entre as folhas...
Nisso, logo depois foram presos por sonegar muuuuuito e na maior cara de pau...
Houve a festa de despedida dos donos, meio tristonhos agora com o transfer pra cela vip em Rikers Island, Liza minelli e Diana Ross nas fotos, e ok; a casa ficou aberta, mas nunca mais foi igual aos 3 primeiros anos.
Alem do episodio do pó no caderno, Steve, o outro dono que adorava aparecer, vai tv e fala que só a mafia faturava mais dinheiro, rindo muito num papo ao vivo em rede nacional.
E lodo depois declarar um faturamento anual de 1978 menor que o carrinho de hotdog da esquina. Tudo desmentido, acharam sacos e sacos de lixo no teto e nas paredes: dinhero vivo que eles não sabiam mais aonde enfiar... Aquele espaço poderia ter durado muito mais tempo, mesmo com TODA a loucura, se eles tivessem pago imposto. Porque aquilo foi chamar o todo mundo de otário.
Brasileiros conseguiam entrar depois de sacar que era só alugar uma fantasia cool, chegar fantasiado e o problema estava resolvido. O Pelé, a Carmen Mayrink, e outros poucos não precisavam se preocupar, Guinles e Scarpas, etc…
O bar de baixo ficava aonde era a plateia, agora todo o chão nivelado que ia até o palco, para além da pista. E na pista, ficaram famosos aqueles postes com uma sirene redonda de ambulância na base e cheio de lampadas philips comuns que subiam e desciam, até quase o chão; e esse era de taco de madeira cruzado, igualzinho ao de todo mundo, nada de amortecedor ou molas por aqui.* No segundo andar outro bar menor, muitos sofás e no lado oposto a isso, um outro mezanino com uma arquibancada que ia escurecendo a medida que você subia até nao ver absolutamente nada; e mesmo assim sempre movimentada. E unindo essas duas partes, uma área rebaixada um pouco metros, fica a cabine de som. Assim dava pra acompanhar as manobras do dj, enquanto você atrapalhava o fluxo nas escadas... Banheiros unisex, novidade também, acredito. Mas, to-do-mun-do exibia uma permissividade no assunto drogas que era surpreendente, todo mundo mesmo -a começar por um dos donos, inclusive.
Bom, então sendo assim, já de cara ninguém se preocupou muito em esconder o consumo. Outro detalhe da pista que também ficou famoso. Certa hora, tudo escuro, o barulho de jatos de gelo seco e de repente desce uma meia lua com olhos boca e um nariz. Completando esse show, da esquerda surge uma colher que voa até esse nariz, e então, lâmpadas no próprio nariz começam a piscar sequencialmente! E a casa vinha a baixo, gritando e aplaudindo, era infalivel…
Entendeu a sutileza? Imagina, essa geração foi a que tinha acabado de ganhar a pílula; nunca tinha havido alternativa , de repente ficou tão mais fácil curtir a vida!
Na Noturna, tinhamos Steve Rubell, babando depois de sabe-se lá quantos Quaaludes… Ficou tão famosa mas durou apenas 3 anos e pouco. De 77 até 81. Depois que ambos os donos foram presos por sonegação e encurtaram a pena quando delataram alguns concorrentes para o fisco, o Studio continuou, mas com outro dono e flopou, pra simplificar a estória. TO-DAS as celebridades numa única pista de dança e o mistério da entrada consagrou aquele teatro pra sempre na sua versão mais louca. Depois conto da sala vip, no porão…
Gente out, sem graça, sem chance de entrar no Paradise Garage muito menos no Studio 54, fingia se esbaldar frequentando aqueles longínquos terreiros localizados nos cafundós mais afastados, fora de Manhattan: Queens, Brooklyn, Bronx, Long Island, e outros caixa-pregos variados… Isso quando não passavam a noite inteira do lado de fora do Studio 54 sem nem se arriscar olhando as celebs chegando, programão.
Chelsea Hottel
mixed midia on canvas
30X30 inches
For All my